Hoje a noite, aconteceu uma coisa aqui em casa que eu queria contar, antes de continuar com a história anterior.
Como eu disse, falamos com meu pai por internet, e há alguns minutos atrás, minha irmã estava navegando e o telefone tocou, era meu pai. Marie atendeu e desligou estérica. Era Joshua, dizendo que estava vendo minha irmã e ela ainda não havia falado com ele. O que ele quer? Exclusividade por uma vida que ele deixou pra trás? Não estou simplesmente fazendo drama. O fato é que, Marie parece defendê-lo, dizendo que não vai mais esconder nossas atitudes de Joshua, como se isso importasse, certo? Joshua é um dramalhão que quer chamar mais atenção do que eu. Odeio competições. (você pode rir de mim agora) Além do mais, de que atitudes ela fala? Eu ser gay? Ter reprovado na faculdade?
Vou continuar falando do meu passado enquanto meu futuro ainda não acontece, estou de férias. Não tenho vida nas férias.
Viemos para o Brasil, e enquanto eu me adaptava a língua (sempre falei português, mas geralmente só o usava com minha mãe e irmã, falava inglês na maior parte do dia, na escola) passei por alguns momentos engraçados com meus amigos que viviam imitando meu sotaque super estranho. (aprecie meu modo sutil de mudança de assunto, ou simplesmente, não, desde que continue lendo) Sobre meu tempo na escola, tudo que eu vivi não teve quase nenhuma importância para mim, vivia em crises e não queria ter muitos amigos, então apaguei quase todo esse tempo da memória e por mais que eu tente não consigo me lembrar de muitas coisas (odeio memória seletiva). Não sei se com todo mundo é assim mas, eu pensava que tinha amigos pra a vida toda. Depois que as aulas acabaram, simplesmente ninguém me procurou, e as vezes que eu procurei, foi em vão. (se eu fosse idiota, choraria aqui) Sempre confiei nas pessoas que mais me decepcionaram depois, mas tudo na vida é uma experiencia, não é?
Ok. Vamos pausar esse assunto para que eu faça uma pequena observação sobre o que se passa ao vivo aqui nesta casa (me senti Pedro Bial agora).
Claire e Marie estão numa videoconferência com Joshua. Eu queria entender. Se não podemos voltar para Newark pelas lembranças, qual a razão de Marie estar conversando com Joshua? A vida é confusa. Podíamos ser felizes e não ter que nos importar com bom senso, hospitalidades inúteis com pessoas com quem não nos importamos tanto e continuar nossas vidas sem nos preocupar com muitas pessoas que parecem se preocupar conosco mas na verdade não ligam tanto.
Me sinto um cronista, brincando assim com o tempo. Mas voltaremos ao drama da minha vida que você não está tendo mais paciência para ler, prometo que tentarei ser mais bem humorado.
Voltando à diversão (risos), não vou gastar mais que dois parágrafos falando do colégio. Nada de bom aconteceu. Sempre quis ter uma vida de filme. Namorar uma garota legal da classe, ter melhores amigos, ter com quem me preocupar e em quem pensar. Nunca fui bom em nada, nunca ganhei prêmios e as pessoas só queriam estar no meu grupo na aula de inglês (por que será?). Geralmente eu estava tão preocupado comigo mesmo e com minha dor (ridícula, que doía apenas porque eu à alimentava com ócio e tédio) que não tinha tempo para outras coisas, por isso não era bom. Fui um colecionador. Já tive coleções dos objetos mais estranhos que ficarão na imaginação de vocês, e também falo de coisas que não tem nada a ver com o assunto em horas erradas.
Terminei o colegial (palavra geriátrica) em 2007 (fui a única pessoa que usou um terno na formatura, adoro a minha vida ¬) e entrei na faculdade no ano seguinte. Fevereiro de 2008 e eu comecei muito empolgado (mentira) o curso de Letras: Português/Inglês, e não durei mais que um ano lá. Só fiz duas amigas e na sala os homens heterossexuais me excluíam do grupo por eu parecer gay (eu pareço gay? Vou me matar.), muito lindo isso. Acredita que na foto do orkut de um deles (do rechonchudo que falarei a seguir) tinha uma foto dos homens (eu não estava, é claro) e como legenda: “os homens da sala”, e o pior, eu não podia me impor, perguntar qual o problema sem ter que gritar que eu era gay. Tinha um senhor rechonchudo na sala metido a palhaço, era fã do Falcão (e eu teria uma ligação com o homem mais brega do Brasil, e nem sabia) que passava as noites (sim, eu estudava a noite, derrota) fazendo piadas sobre todos pelas costas, principalmente sobre mim (o mais bobo, é claro) e um outro rapaz, engraçadinho que parecia o Mestre, anão da Branca de Neve e inclusive, já o interpretou na nossa peça de teatro da disciplina Literatura Infantil, eu, é claro, fui o Príncipe, mas só porque ninguém quis decorar as falas e muito menos beijar a princesa, uma vez que eu era o gay mais hétero do lugar. E será que tinha mesmo que ter beijado ela duas vezes? Na verdade eu empolguei, ela era loira e gostosa, ok?
Me desculpem, eu tive um devaneio.
Voltando ao que interessa, eu fiz dois períodos de Letras (talvez seja por isso que eu me acho o escritor hein?), mas tive que deixar o curso quando eu descobri, ou melhor, constatei que, esse não era o futuro que eu queria para mim, eu sempre sonhei em trabalhar em algo onde eu pudesse expressar o que eu sinto através da arte (mentira, só mudei para o curso que eu estou hoje porque é chique) (tudo bem, a última informação é enganosa, eu disse isso porque todo mundo disse para mim que eu mudei por causa disso e que eu vou morrer de fome porque não ganharei dinheiro).
Falcão é arquiteto.
Um dia (literalmente, um dia antes do vestibular) decidi sair da pequena cidade (povoado medieval, província, vila, vilarejo ou chame como quiser) e ir para a capital do estado, cidade grande (festas, bacanais, faras, bebidas, sexo e rock n' roll, ou pense o que quiser) fazer arquitetura. Embora esteja adorando o que faço, reprovei.
Minha vida no primeiro semestre foi um período de adaptação, onde eu fiquei sem teto, passei por adversidades, fiquei a pé, passei fome, e me prostituí, sim (entenda como achar melhor). Agora que eu já conheço o local, estou voltando minha vida aos eixos (queria tanto que uma amiga lesse isso!). Promessas de ano novo: (?) não vou fazer isso, eu nunca vou cumprir mesmo.
Chega, esbaldem-se com o que eu escrevi, ou, se matem por terem desperdiçado o tempo lendo essas coisas inúteis. Hoje, definitivamente eu não estou bem!
Mahalo, Chad.

vc disse q queria q uma amigA lesse isso. eu sirvo? xD
ResponderExcluirbrincadeira.
Gostei muito de ler esse post, principalmente da parta da escola, apesar de vc não ter gostado de escrever esta.
quando vc falo da sua pequena cidade, eu lembrei do meu irmão: "ele mora no meio do nada?"
hahsuhaushaushuashuah rimos muito com isso
é verdade q vc se prostituiu? :O
nem me conta essas coisas... tá legal...
Eu sei q jah disse isso, mas eu tenho q dizer outra vez: esse blog foi uma ótima ideia! Fico feliz de conhecer melhor o meu amigo. *-*
Vc sabe q pode contar cmg pro q der e vier! ;)
Obrigado Cindy pelo comentario, é muito bom saber disso :D
ResponderExcluirE me lembro sim de qndo o Way disse qe eu moro no mio do nada HOHO, eh meio verdade, ja que eu nao moro mais q
Se prostituiu?
ResponderExcluirQuanto cobra a hora? UIAHIUAHIUAHAIUHAUS
Brinks! Eu, particularmente tenho adorado o que vc escreve, e como vc escreve! Não sabia que vc escrevia assim, tão bem, e olha que te conheço há 3/4 anos??? ou eu fui longe demais nas contas? Anyway...
aah obg Will, acompanhe meu próximo post que eu terei que explicar sobre a prostituição
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