Sexta-feira, 02 de outubro de 2009
Olá de volta, senti tanta falta de escrever, e nesse momento estou conversando com meus amigos os quais não apresentei aqui ainda, além da Penélope e do Daniel.
Como vocês sabem, eu me mudei. Estou morando a um quarteirão da faculdade, com a Penélope e Daniel, que eu já morei no inicio do primeiro semestre, e tem a Ray Ray e a Cady. Já fiz grandes amigos aqui.
Acho que a coisa mais legal que aconteceu nos últimos dias foi ontem. Me senti meio hippie. Fiz um amigo do sétimo período la na faculdade. Ontem ele me ligou e perguntou se eu poderia ir com ele num lugar que ele ia sempre, um lugar importante pra ele. Era um mirante, deu pra ver boa parte da cidade de lá, era lindo. Já eram 23 horas e estava frio, então ele sugeriu que entrássemos no carro, e ficamos conversando um bom tempo lá dentro, até que eu não resisti, puxei ele pela camisa e beijei. Era um clima bem romântico, e eu confesso que fiquei surpreso com a reação de ambos. Foi uma coisa bem anos 60 aquela noite, eu estou tão geriátrico nos últimos tempos, tenho frequentado baladas alternativas demais haha.
Esse fim de semana ficarei em casa, estou economizando para fazer uma viagem.
Preciso contar sobre a doce velhinha que mora ao lado haha. Temos uma vizinha muito simpática, que é psicóloga, professora e costureira. Ela se ofereceu para consertar minhas calças novas que estão um pouco grandes, nos trouxe torta e nos emprestou um monte de filmes. Ela é um amor.
Sobre a faculdade, estou enturmado com todos os grupos da sala, estamos nos unindo bastante, e eu acho isso muito bom. Mas no meio do ano, com o vestibular, entraram novos alunos que estão estudando com a gente. É inédito o número de meninos em arquitetura aqui na faculdade haha. Tem um menino muito lindo, que fica olhando para mim (segundo meus amigos que ficam de cara por mim), eu acho ele parecido com o Professor Utonio das Meninas Super Poderosas. Ele é bombado e completamente autista.
Eu tenho uma disciplina que se chama Composições Tridimensionais, é uma coisa muito complicada e trabalhosa, apesar de ser legal. Mas seria melhor se os dois professores não fossem mau humorados. Tenho que entregar um trabalho diferente com materiais diferentes a cada quinzena.
Na semana que vem minha mãe e irmã estão vindo me visitar. Estou ansioso e já estou programando nossas atividades.
Preciso parar de escrever agora, e peço desculpas por não ter contado as coisas detalhadamente agora, mas prometo fazer isso depois.
Até mais, Chad.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Último dia de ferias
Sexta-feira, 14 de Julho de 2009
Olá pessoas, eu sei, muito tempo, não é? Mas eu nem ligo porque ninguém deve ter sentido saudades mesmo (risos).
Então, minhas férias suínas acabaram e eu estou de volta a BH. Vou tentar me lembrar dos fatos cronologicamente pra contar. Acho que esse texto vai ficar um pouco longo porque aconteceu tanta coisa.
Então, de volta ao último domingo. Eu estava na casa da Sophie vendo filmes e minha mãe me ligou dizendo que meu tio iria me trazer de volta. Eu disse pra Sophie e ela perguntou se poderia vir comigo porque ela também mora aqui e teria que voltar na segunda-feira. Tudo bem, meu tio e eu fomos até a casa dela buscá-la na segunda la pelas 4 da tarde. Depois de me despedir de todo mundo, viemos. Meu tio veio o caminho todo falando das viagens (chatas) dele para o exterior, como se isso nos interessasse. Mas tudo bem, o carro era meu mas quem dirigia era ele.
Chegamos em BH 9 da noite e meu tio, só para me irritar, não quis pegar o caminho que eu disse ser o certo até a minha casa, e nos perdemos, e ele é orgulhoso demais para pedir informações e então tivemos que esperar o idiota achar sozinho o lugar, que demorou 1 hora e 30 minutos. Cheguei no meu ex-prédio e o porteiro estava cochilando (como sempre) e nem me ajudou com as malas, tive que levar até o elevador aqueles 500 kg sozinho. Quando entrei em casa, tinha algumas pessoas estranhas que eu nunca tinha visto antes. Eram parentes da menina que ta morando lá agora no meu lugar. Taylor estava navegando na internet (que geriátrica essa expressão) e nem sequer levantou pra me dizer oi, quando ela esta na frente de um computador ela morre para o mundo. Não pude entrar no meu próprio quarto porque já não era mais meu. A nova moradora é chegada na maconha. Os únicos que se demostraram felizes em me ver foram a Natalie e o Stuchi, o cachorro. Me senti incomodado ali, não era mais o meu lar e eu tinha que ficar pedindo permissão até para ligar a tv, e tive que dormir na sala. No outro dia eu fui lanchar e dentro da geladeira tinha katchup, quase foi declarado guerra por eu ter usado aquilo, sendo que meus xampus e outros produtos de higiene pessoal que eu tinha deixado lá, desapareceram no banheiro da Taylor. Sem falar nas minhas lapiseiras pentel, canetas nanquim, meu esquadro super caro e meu escalímetro que desapareceram e eu tive que comprar novos. E eu não podia usar o katchup? A vida é engraçada. E as pessoas são estranhas.
No outro dia a nova moradora, que também estuda na minha sala, estava quase me expulsando dali, minha sorte é que eu já tinha um lugar novo para morar, que é onde eu estou agora. Me mudei na terça-feira às 2 da tarde, e obrigado a Deus por isso. Não aguentava mais pessoas folgadas e interesseiras e mesmo sem conhecer as pessoas com quem moro agora, eu estava muito feliz em sair de lá.
Quando eu cheguei no apartamento novo só tinha duas pessoas aqui, o Daniel estava dormindo e a Penélope estava na sala vendo TV. Coloquei minhas coisas no meu quarto novo e sai. Fui ver minha amiga...
Olá pessoas, eu sei, muito tempo, não é? Mas eu nem ligo porque ninguém deve ter sentido saudades mesmo (risos).
Então, minhas férias suínas acabaram e eu estou de volta a BH. Vou tentar me lembrar dos fatos cronologicamente pra contar. Acho que esse texto vai ficar um pouco longo porque aconteceu tanta coisa.
Então, de volta ao último domingo. Eu estava na casa da Sophie vendo filmes e minha mãe me ligou dizendo que meu tio iria me trazer de volta. Eu disse pra Sophie e ela perguntou se poderia vir comigo porque ela também mora aqui e teria que voltar na segunda-feira. Tudo bem, meu tio e eu fomos até a casa dela buscá-la na segunda la pelas 4 da tarde. Depois de me despedir de todo mundo, viemos. Meu tio veio o caminho todo falando das viagens (chatas) dele para o exterior, como se isso nos interessasse. Mas tudo bem, o carro era meu mas quem dirigia era ele.
Chegamos em BH 9 da noite e meu tio, só para me irritar, não quis pegar o caminho que eu disse ser o certo até a minha casa, e nos perdemos, e ele é orgulhoso demais para pedir informações e então tivemos que esperar o idiota achar sozinho o lugar, que demorou 1 hora e 30 minutos. Cheguei no meu ex-prédio e o porteiro estava cochilando (como sempre) e nem me ajudou com as malas, tive que levar até o elevador aqueles 500 kg sozinho. Quando entrei em casa, tinha algumas pessoas estranhas que eu nunca tinha visto antes. Eram parentes da menina que ta morando lá agora no meu lugar. Taylor estava navegando na internet (que geriátrica essa expressão) e nem sequer levantou pra me dizer oi, quando ela esta na frente de um computador ela morre para o mundo. Não pude entrar no meu próprio quarto porque já não era mais meu. A nova moradora é chegada na maconha. Os únicos que se demostraram felizes em me ver foram a Natalie e o Stuchi, o cachorro. Me senti incomodado ali, não era mais o meu lar e eu tinha que ficar pedindo permissão até para ligar a tv, e tive que dormir na sala. No outro dia eu fui lanchar e dentro da geladeira tinha katchup, quase foi declarado guerra por eu ter usado aquilo, sendo que meus xampus e outros produtos de higiene pessoal que eu tinha deixado lá, desapareceram no banheiro da Taylor. Sem falar nas minhas lapiseiras pentel, canetas nanquim, meu esquadro super caro e meu escalímetro que desapareceram e eu tive que comprar novos. E eu não podia usar o katchup? A vida é engraçada. E as pessoas são estranhas.
No outro dia a nova moradora, que também estuda na minha sala, estava quase me expulsando dali, minha sorte é que eu já tinha um lugar novo para morar, que é onde eu estou agora. Me mudei na terça-feira às 2 da tarde, e obrigado a Deus por isso. Não aguentava mais pessoas folgadas e interesseiras e mesmo sem conhecer as pessoas com quem moro agora, eu estava muito feliz em sair de lá.
Quando eu cheguei no apartamento novo só tinha duas pessoas aqui, o Daniel estava dormindo e a Penélope estava na sala vendo TV. Coloquei minhas coisas no meu quarto novo e sai. Fui ver minha amiga...
Olá de volta
Oi pessoas, peço desculpas por ter demorado tanto pra continuar as postagens, mas é que eu não tive mesmo tempo para escrever desde o fim das férias. Eu fiquei pensando, eu tenho uma postagem interminada, não sei se eu posto ou não, mas acho que vou acabar postando e vocês ficarão curiosos para saber o final, porque eu mesmo não lembro, juro.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Férias: decadência.
Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Chad.
Como eu havia dito antes, minhas férias não são exatamente legais porque eu não tenho muitas coisas para fazer. Antes de eu ter ido para BH era divertido, eu sempre podia escolher para onde eu queria viajar, o que eu queria fazer. Mas agora eu tenho que voltar para o rancho e ficar com minha família, não estou reclamando da presença deles, até mesmo porque foi uma escolha minha ficar aqui durante todo tempo das férias. Um mês é pouco para matar a saudade. Porém um mês de férias é muito quando não se tem nada para fazer.
Quando eu era criança e vinha para o Brasil era mágico. Acho que já falei disso também. Então vou falar de outra coisa.
Lembra da gripe suína, que é a principal noticia dos jornais? Então, por causa dela eu estou de férias até dia 11. Minhas aulas começariam segunda-feira. Agora tenho mais uma semana. Não sei se isso é bom ou ruim ainda. Minha faculdade anunciou no Twitter o adiamento das aulas por causa da gripe, seguindo as orientações do ministério da saúde.
Uma das vantagens das férias é que eu tenho tempo de sobra para escrever. Quando eu voltar para as aulas, não terei mais essa disponibilidade.
Talvez amanhã eu vá pra balada, eu queria muito sair hoje, mas não combinei nada com ninguém e agora não dá mais tempo, porque eu moro longe de tudo. Mas eu vou sobreviver, talvez eu suba no telhado de novo (haha).
Estou com alergia, já tinha alguns dias que eu estava melhor, mas hoje, ela atacou novamente, e até as partes que já haviam melhorado, estão vermelhas novamente. Acho que é por causa do repelente para mosquitos que minha mãe usa aqui em casa. Não sei o que é pior: os mosquitos ou a alergia.
Chad.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Cavalo de Duas Patas
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Chamem a policia, tem um louco no meu telhado!
Dez minutos para quinta-feira, 30 de Julho de 2009.
Abraços, Chad.
Esse post era para ser sobre visões bucólicas noturnas. Lua, estrelas cadentes, planetas...
Contudo, os últimos fatos mudarão completamente o sentido desse texto. A principio, enquanto eu observa o céu, eu pensava em como eu escreveria aqui sobre o que eu sentia naquele momento. Mas a noite terminou de forma tão engraçada, que toda vez que eu me perguntar por que razão eu escrevo em um blog, eu me responderei que realmente tem coisas que só acontecem comigo.
Como eu disse no post anterior, eu havia chegado em casa e escrito como minha tarde havia sido e fui tomar banho.
Após o banho eu peguei minha mochila, coloquei dentro dela um cobertor, minha câmera fotográfica, meu iPod e um pacote de rufles. Me agasalhei bem, porque a noite esta bem fria. Coloquei uma blusa de lã, meu casaco, uma calça quente e cachecol e sai do quarto enquanto minha mãe e irmã já estavam dormindo. Na verdade foi há 2 horas atrás. Fui até a casa da piscina, que fica perto do lago. Como eu não achei as chaves, eu peguei uma escada e subi até o telhado. La em cima, forrei o cobertor no teto e me sentei, coloquei uma música e comecei a olhar para o céu. Foi a visão mais linda que eu tive em dias. A lua crescente contrastando com as montanhas dava a impressão de que o escuro das montanhas era um grande buraco negro e que a Terra sumiria a qualquer momento ali dentro. E no meio do céu eu assistia Marte caminhar lentamente sobre o grande espaço azul marinho acima dos meus olhos seguido por dezenas de estrelas cadentes. Nunca havia visto tantas estrelas cadentes em uma noite apenas.
Passou muito tempo e eu estava ali olhando para o céu, comendo batatas e ouvindo Regina Spektor, quando eu vi uma viatura da policia se aproximando. Achei estranho mas não fiz nada, pensei que eles estavam dando a volta rotineira deles, mesmo sendo dentro do nosso rancho. Quando a coisa mais estranha aconteceu
Eles pararam a viatura, e minha mãe apareceu de roupão com uma lanterna e veio ao encontro deles, e um dos policiais gritou para que eu descesse de lá com as mãos onde eles pudessem ver. Foi então que eu entendi o que havia acontecido. Minha mãe se levantou para tomar água ou ir ao banheiro e quando passou pela janela, deve ter visto os flashes das fotos que eu tentei tirar da noite e ligou para a policia pensando ser alguem tentando invadir a casa.
No fim das contas, além de eu ter levado bronca da minha mãe e dos policiais, ralei o cotovelo tentando descer de lá.
Mas apesar de tudo, foi uma noite maravilhosa para mim. Eu me sinto extremamente bem olhando para o céu a noite. De certa forma isso me enche de paz e esperança. E me traz pensamentos tranquilos (saudades do trema), diferentes de todos que eu tenho tido.
Então é isso. Não escreverei mais por hoje, pelo menos não agora.
Abraços, Chad.
Filme, amigos e patinhos.
Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Vejo vocês depois, Chad.
Para quebrar o gelo depois do último post, que foi quase insuportável para mim escrever, vou falar do dia de hoje.
Estive com amigos. Foi uma tarde muito agradável. Não vou falar do que aconteceu desde a hora que eu abri os olhos de manhã, porque não aconteceu nada de interessante. Vamos adiantar o dia para as 14 horas. Eu estava tomando banho, atrasado para a hora que eu havia marcado com Bárbara e Nancy. Sai do banho e as duas estavam aqui em casa me esperando estéricas porque eu não estava no lugar que havíamos combinado. Terminei de me arrumar e Bárbara não me deixou usar óculos escuro apesar de estar um dia totalmente claro com o sol fazendo os olhos se fecharem. Foi um dia quente, apesar de estarmos no meio do inverno. Não havia uma nuvem sequer no céu.
Saímos da minha casa, caminhando. Foi bom caminhar. E fomos para casa de Sofia. Bárbara esta gripada, estamos com medo porque o Brasil está passando por uma epidemia de um novo tipo de gripe. Espero que não seja nada sério, e com certeza não deve ser. Na nossa região são pouquíssimos os casos de pessoas suspeitas de terem contraído a gripe. Acho que Bárbara fez bem em sair de casa e respirar ar puro, ela não gosta muito de sair, principalmente com o sol que fazia hoje.
Na casa de Sofia, assistimos um filme (eu assisti pela segunda vez ¬), acho que já falei algo sobre ele aqui, não me lembro agora. Se chama O Diário de Uma Paixão. O nome sugere algo totalmente meloso e piegas. E realmente o filme é assim! Mas por algum motivo eu gostei (acho que é porque eu achei o ator muito bonito), apesar de não ter paciência para esse tipo de filme, mas ninguém quis assistir Sexta-Feira 13. O filme é a história de amor contada através de um diário que a velha reumática escreveu, e agora estava caduca e o velho marido que durante o flash back era lindo, agora estava tão muxibento quanto ela. O casal de velhos raquíticos eram os protagonistas da história contada no diário, e o sr. Muxiba lia para a sra. Maracujá para tentar fazê-la lembrar da vida deles e como eles se amavam e eram completamente idiotas, uma vez que só fizeram sexo 7 anos depois de se conhecerem. A garota (engraçadinha de ontem e caduca de hoje) foi afastada do jovem (gostoso de ontem e reumático de hoje) pelos pais, porque ela queimava dinheiro na lareira e ele queimava apenas lenha porque trabalhava numa madeireira e além do mais queimava na fogueira porque era muito pobre e a casa dele não tinha lareira. No final, ela fica noiva de um capitão do exército que ela cuidou quando o mundo entrou em gerra e ela serviu como enfermeira, e ele se encontrava remendado e faltando pedaços, e agora estava com pinta de galã de musicais geriátricos da Broadway. O amor da vida dela também havia ido para a guerra, quando voltou estava rico, isso aconteceu de repente, ninguém entendeu o porquê, então a mãe dela a autorizou a escolher entre ele e o Fantasma da Ópera. Ela escolheu Noan, sim esse era o nome do velho muxiba (não confundam com “No One”, música da Alicia Keys) que a levou para passear de barco pelo rio que havia ai, e estava repleto de patos.
Sofia pausou o filme e tentou contar quantos patos estavam pousados ali. Quando contou 5 mil, desistiu. O drama do filme já havia deixado nossa atenção quando Sofia, para piorar, começou a cantar:
“5 mil patinhos foram passear, além das montanhas para brincar.
A mamãe gritou quá-quá-quá-quá.
Mas só quatro mil novecentos e noventa e nove patinhos voltaram de lá.
Quatro mil novecentos e noventa e nove patinhos foram passear,
Além das montanhas para brincar.
A mamãe gritou quá-quá-quá-quá.
Mas só quatro mil novecentos e noventa e oito patinhos voltaram de lá.”
E continue até perder a conta.
Todos riram muito disso e voltamos ao filme. Como já estava no fim, vou resumir: e viveram felizes para sempre, e morreram velhos e caducos num asilo.
Paramos para fazer algo para comer. Alguém queria comer pão de queijo. Acho que era Sarah, irmã de Sofia.
- Nossa, como eu queria comer pão de queijo! - disse Sarah. - Chad, você quer pão de queijo?
- Sim – respondi.
- Nancy, você também quer pão de queijo? - perguntou novamente Sarah.
- Adoraria – respondeu Nancy.
- E você Bárbara?
- Eu também, Sarah – respondeu Bárbara.
Então quando todos nós esperávamos que Sarah fosse preparar pão de queijo para a gente, ela disse:
- Que bom, todo mundo quer pão de queijo! - e deitou-se novamente no tapete.
Não vou expressar a raiva que sentimos aqui.
No fim das contas a mãe de Sarah e Sofia, nos disse para irmos ao mercado comprar que ela assaria para gente. Mas infelizmente no mercado não tinha pão de queijo, e ficaremos com vontade até... bom, até comermos.
Acabamos comendo pão de cebola com patê, enquanto assistíamos a outro filme. Desse eu não me lembro bem, porque ninguém prestou atenção. Mas era sobre uma família que vivia um reality show, criado por eles mesmos.
O filme e a comida acabaram e então viemos para casa sem ajudar a limpar a bagunça que fizemos. Combinamos de fazer um almoço de domingo no sábado, na casa de Sofia. E no caminho de volta, eu e Nancy viemos ouvindo música no iPod (propaganda da Apple) e dançando feito idiotas retardados pela rua. Mal chamamos a atenção, estava deserto. Então começamos a cantar também para ver se alguém aparecia, mas não obtivemos sucesso. A única coisa que conseguimos foi deixar Bárbara com vergonha.
Me despedi das meninas quando cheguei em casa e entrei, estou escrevendo sobre o dia e aflito por um banho.
Vejo vocês depois, Chad.
terça-feira, 28 de julho de 2009
...
É perigoso, pegar a pena e a tinta, pois, se você não controlar sua mão, não sabe o que ela poderá escrever.
Sobre garotos.
Terça-feira, 28 de Julho de 2009
F
Chad.
P.S.: Se tiver algum erro aqui, ou algo confuso, me perdoem, mas eu não tive coragem e nem vontade de ler esse texto de novo para corrigir.
Bem, como eu já falei aqui sobre alguns garotos, acho que devo explicar como é a minha vida sentimental, o que eu penso e sinto e coisas mais.
Voltando à minha infância (estou terrível hoje), meu primeiro amor platônico foi pela Susie. Gostava tanto dela que coloquei o nome do meu coelhinho (macho) de Susie. Foi o bicho que eu mais amei, quando eu joguei ele no chão e a perna dele quebrou eu sofri com ele! E ele teve uma morte tão trágica, que me dói o coração até hoje. Mas voltando à Susie, nós trocávamos cartas românticas. No aniversário de 9 anos dela eu escrevi uma carta de 18 metros e meio para ela. Mas um dia a gente cresceu, ela reprovou, e não estudamos mais juntos. Foi o fim do mundo para mim, que perdi o contato com a garotinha mais linda da Oak School.
Quando eu fiz 10 anos, conheci Samantha e Luriah (pode rir do nome, é engraçado mesmo). As duas gostavam de mim ao mesmo tempo e viviam brigando por minha causa. Eu nunca intendi como eu conseguia que garotas gostassem de mim, eu não era um tipo de garoto por que as meninas se atraiam. Mas aconteceu. No fim das contas eu nunca gostei de nenhuma delas.
Quando eu entrava na Midle School, mais precisamente no fim do primeiro ano, a turma interpretou o musical da Bela e a Fera. De inicio eu ia interpretar o Lumière, mas eu não fazia o perfil de castiçal. Então eu fiquei sem papel, ia interpretar um arbusto. Mas como nenhum menino quis fazer a Fera, me obrigaram a fazer e eu tive que decorar todas as músicas, ainda tenho na cabeça: “Tale as old as time, tune as old as song”. Foi por esse motivo que eu me apaixonei pela segunda vez, pela Bella. Mary Ann, era o nome dela, nunca vi menina mais linda (mentira, havia várias, mas eu gostava só dessa) ela tinha os cabelos loiros e compridos e olhos verdes, quando ela sorria eu não conseguia olhar para mais nada, e foi por esse motivo que eu tropecei no meio da apresentação. Ficamos amigos, Mary Ann e eu, íamos e voltávamos juntos da escola, tomávamos sorvete juntos. Mas quando eu precisava assumir o papel do menino que gostava dela, eu não conseguia, sempre fui muito tímido.
E você deve estar se perguntando, se o título é sobre garotos, por que diabos eu estou falado de garotas? Tenha paciência porque eu preciso contar desde o inicio.
Como eu dizia, sobre Mary Ann. Tomei coragem e a convidei para ir ao parquinho comigo. Até que o momento mais perfeito chegou. Estávamos parados no alto da roda gigante, só nós dois, quando eu perguntei se eu poderia beijá-la. Ela só respondeu que se eu tetasse ela me jogaria la de cima. E então terminou meu amor por ela. (Eu nunca gostei dela mesmo, hum)
Foi co 13 anos que eu finalmente beijei uma garota. Christina, era 2 anos mais velha que eu, foi ela que me beijou, não o contrario. Foi minha primeira namorada, durou uns meses, até que ela me traiu com o time de futebol inteiro.
Aos 14 anos, eu eu comecei a entender umas coisas que eram completamente desorganizadas na minha abeça. Eu sentia atração por meninos. Pensava que era uma coisa normal até não saber o que isso significava e pesava que todos os meninos eram iguais a mim. Mas não entendia como eu conseguia achar o meu pior rival da escola atraente. Ele era completamente narcisista, muito mais que eu, e seu nome era tão sugestivo: Adonis. Nunca gostei dele. Mas achava ele lindo.
Nesse mesmo ano, conheci outra garota, Jessica, ou Jessy, como era pra mim. Então eu soube pela primeira vez como era estar com uma mulher de verdade. Não fiquei surpreso. Embora tenha sido bom, acho que não me senti como um garoto deveria se sentir.
Foi quando o pior (ou nem tão ruim assim) aconteceu. Eu entendi o que eu era: gay. Para mim foi o fim do mundo. Como eu lidaria com isso?
Minha primeira decisão foi: “vou esconder isso para sempre e ninguém nunca vai saber, e eu vou casar com uma mulher e ter filhos (adotados)”.
Escondi isso por anos de todas as pessoas. Até que, com uns 17 anos eu consegui contar para a minha prima e melhor amiga, Alice. Depois disso fiquei mais confiante e contei para as pessoas qu eu mais confiava (lembra do que eu disse de ser desapontado por quem eu mais confiava? Foi o que aconteceu e a coisa se espalhou).
Eu tinha 14 anos, se me lembro bem, quando eu amei pela primeira vez um garoto, aliás, amei pela primeira vez de verdade mesmo e nunca sofri tanto por não conseguir tê-lo. Emmet, eu nunca vou me esquecer desse nome. Ele tinha um “romancezinho” escondido com nossa professora de esportes, e aquilo me matava por dentro. Ele foi o meu melhor amigo enquanto eu o ajudei com nossa professora. Quando ele não precisou mais da minha ajuda, não nos falamos mais. Mas eu superei.
Com 16 anos, eu já morava no Brasil. Veio para minha cidade um menino de São Paulo, ele passou as férias de verão aqui. Ficamos amigos, e eu nunca me senti tão bem com uma pessoa como me sentia com ele. Ele ficava na minha casa o dia todo e as vezes dormia aqui. O nome dele era Glauco. A gente sempre tinha algo sobre o que conversar, filmes para ver, e as vezes íamos nadar. Até que as férias acabaram e ele se foi. Chorei uma semana. Um ano e meio depois ele voltou, e eu ainda sentia a mesma coisa por ele, mas não foi tão intenso quanto o que eu senti por Emmet. Somos amigos até hoje.
Com 17 anos conheci Túlio no pré vestibular. Se eu soubesse de tudo que aconteceria, eu nuca teria feito pré vestibular. Esse foi o capitulo mais doloroso da minha vida.
Eu não conversava muito com Túlio. Minha opinião sobre ele era muito ruim. Ele era tudo o que eu não gostava em uma pessoa: arrogante, estupido, machista e mentiroso. Mas era também lindo, muito bem vestido e tinha um Cross Fox amarelo. A primeira vez que nos falamos foi quando ele me pediu ajuda com o Inglês. Umas 3 vezes por semana depois da aula, eu ia com ele pra casa dele estudar Inglês. Não gostava muito e não me sentia muito bem lá. Os pais dele eram perfeitos, e isso me causava um pouco de inveja.
Uma tarde de sexta-feira, não estávamos concentrados em nada. Então fomos ver um filme. Foi a primeira vez que eu fiz um “programa de amigo” com ele. Era um filme de suspense, Protegida por um Anjo, filme muito bom por sinal. O filme acabou e eu disse que precisava ir. Ele me segurou pelo braço e me puxou de volta para o sofá e me pediu pra ficar. Eu fiquei com medo dele naquela hora, e quando eu perguntei o porquê, ele me beijou.
Por alguns segundos, me senti incrivelmente bem (senti como se aquele tivesse sido o primeiro beijo de toda a minha vida), mas quando me lembrei o que eu estava fazendo, entrei em desespero e escapei dele. Nunca passou pela minha cabeça o Túlio ser gay. Mas era.
Ele me pediu desculpas e pediu que eu não contasse aquilo para ninguém, e é claro que eu não ia contar, eu estava envolvido totalmente quanto ele no fato.
Ele sumiu do cursinho, e eu não vi ele por muito tempo. Até que um dia eu cheguei e vi o cross fox amarelo estacionado. Nesse dia eu não assisti aula, não tive coragem pra entrar. Fiquei andando pelo parque pensando em como eu iria fazer para evitá-lo. Mas não consegui pensar em nada. E no outro dia lá estava ele. Não nos falamos durante a aula. Quando acabou a aula de química, eu estava desesperado. A turma toda saiu e eu fiquei sozinho la dentro com o professor terminando uns exercícios. Quando eu sai, lá estava ele sentado na escada. Meu coração bateu tão rápido e tão lento ao mesmo tempo que eu quase tropecei e cai pela escada. Ele disse oi, e me pediu pra ir com ele até a casa dele porque ele queria conversar comigo. Eu fui, tremulo.
Quando cegamos lá entramos no quarto e ele chorou. Não entendi nada. Fiquei sentado na cama esperando ele falar algo e ele não dizia. Me levantei e disse que iria embora, e ele me segurou e disse pra eu não ir porque ele me amava. Fiquei com vontade de rir, nunca na minha vida eu ia imaginar um homem, chorando dizendo que me amava.
A gente acabou ficando de novo, e todas as tardes eu ia com ele pra casa dele.
Todos os dias eu recebia torpedos no celular dele dizendo que estava com saudades, as vezes 5 minutos depois de nos despedirmos. Quando me dei conta, eu estava completamente apaixonado por ele, e a cada dia que passava, eu ficava mais.
Era incrível pra mim aquela sensação, era a primeira vez na vida que eu estava com quem eu amava.
As férias de inverno estavam chegando, e a turma do cursinho fez uma festa. Eu e Túlio não nos falamos muito durante a festa, nunca aparentamos sermos amigos. A festa acabou e eu ia dormir na casa ele. Fomos embora. Chegamos por cerca das 2 da manhã e fomos ver um filme. Quando eu parei pra pensar, estávamos agarrados um ao outro, e essa foi a primeira vez que eu fiz sexo com um menino, mas detesto falar desse momento como se fosse uma coisa comum, como ficar com um menino. Acredito que sexo todo mundo faz, mas acho que pouca gente sente o que eu senti por estar com a pessoa que mais me importava naquela época.
Estava de férias, Marie decidiu que iriamos passa-las em Newark, fiquei completamente eufórico de felicidade e ao mesmo tempo triste por ficar o mês inteiro sem Túlio. Mas sei que ele ia entender. Por causa do fuso horário, a diferença entre a hora de Newark e de Green Gay era 3 horas. Eu acordava quase de madrugada todos os dias para falar com Túlio pela internet de manhã no Brasil.
Mas quando eu voltei, ele não era mais o mesmo. Os torpedos falando que me amava pararam de chegar. Ele ficou distante e eu comecei a me desesperar.
Em casa eu passava por problemas. Joshua e Claire estavam brigando pela guarda de Claire. Eu estava completamente desesperado em pensar que minha irmã poderia ir para o outro lado do mundo e eu nunca mais a ver como aconteceu com Joshua.
Foi no pior momento possível que Túlio me disse que não queria mais nada. Ele havia feito vestibular em um outro estado e estava se mudando.
Me senti como se o planeta tivesse começado a girar para o lado contrário.
Problemas em casa, e problemas com minha vida pessoal. Eu via Marie chorar pelos cantos todos os dias, e ela sempre foi forte, nunca chorou. E eu me preocupei de verdade com isso. Eu não podia deixar que ela percebesse que eu estava mal. Mas quase nunca conseguia. Eu perdi a vontade de comer (e olha que comer é a única coisa que eu sempre tenho vontade de fazer), quase não saia do quarto e ficava ouvindo músicas que me deixavam bem pior para ver se eu sofria mais e assim o sofrimento parasse mais rápido, mas não adiantou.
Um dia resolvi falar com Túlio pela internet. E por uns dias, tudo parecia ser como antes. E combinamos que eu iria até a cidade onde ele morava agora para vê-lo. Eu economizei por um semestre inteiro, me matando de tristeza, só saindo de casa para a faculdade.
F
oi em um feriado no meio do semestre que eu fui para São Paulo. E não acreditei quando eu cheguei lá. Túlio tinha desaparecido, nem apareceu para me buscar na rodoviária, e eu tinha viajado 12 horas de ônibus só para vê-lo. Isso foi o que faltava para eu ver que ele não sentia absolutamente nada por mim.
Peguei as minhas coisas e fui comprar uma passagem de volta para casa. A partida só seria 14 horas depois e eu tive que passar a noite acordado na rodoviária.
Voltei para casa e Marie ficou surpresa, pois eu havia dito que só voltaria 3 dias depois. Não consegui dizer nada e fui para o meu quarto. Fiquei dois dias inteiros sem sair de lá, só ia ao banheiro. Marie ficou preocupada com minha situação e eu não poderia contar o que estava acontecendo sem acabar com o resto de forças que restava nela.
Certa noite, eu fui dormir, acordei uns 40 minutos depois, e sai pelado enrolado no cobertor e corri em direção ao lago que havia ao lado do estábulo. Claire havia visto e gritou Marie que foi correndo atrás de mim, mas não me impediu de pular no lago. Coloquei a cabeça dentro da água e não tirei, ela gritou por socorro e o homem que cuidava dos cavalos me tirou la de dentro.
No dia seguinte eu comparecia à minha primeira seção com uma psicóloga, que até hoje me receita florais. Me encaminhou para um psiquiatra que descobriu que eu sou bipolar.
Semanas depois, eu parecia visivelmente bem. Mas meus remédios me faziam dormir o dia todo, eu só acordava para estudar e ir à faculdade.
Me lembro que quase um ano depois de tudo, sentia como se eu não tivesse alma, que ela havia me abandonado porque não suportava mais um corpo tão inútil. E eu acordei na manhã seguinte me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, como se eu tivesse entendido isso como um presente. Ou melhor, me senti tão feliz que parecia que tudo que eu mais queria estava nas minhas mãos. Eu acordei e corri pelo campo gritando, me sentindo vigoroso. Depois do almoço sentei na beira do lago pra ver os peixes e comecei a chorar. Chorei sem saber o motivo, mas me senti como se eu tivesse perdido tudo o que me fazia viver. E essas confusões da minha cabeça começaram a me perturbar desde então. Quando meu psiquiatra soube disso, disse que eu tomaria Carbonato de Lítio pelo resto da minha vida. E desde então, tenho me sentido bem novamente.
O que eu senti por Túlio ainda não desapareceu completamente. Mas melhorou bastante depois que eu mudei minha vida. Acho que eu nunca vu me esquecer, mas não vou mais sofrer tanto por isso novamente. (eu espero)
Então, você já sabe como eu percebi que gostava de garotos e como um deles me fez tão mal.
Chad.
P.S.: Se tiver algum erro aqui, ou algo confuso, me perdoem, mas eu não tive coragem e nem vontade de ler esse texto de novo para corrigir.
Prostituição?
Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Abraços, Chad.
P.S.: Não quero escrever nada aqui para me defender.
Terei que explicar uma coisa do post anterior que pode causar muitos questionamentos do leitor.
No final do post quando eu digo que eu me prostituí.
Voltemos um pouco, eu me mudei para Belo Horizonte, e gastava todo o meu dinheiro na balada (Marie nunca deverá ler isso, ok?), por esse motivo, eu passava algumas adversidades alimentares, como por exemplo ficar sem almoço.
Uma tarde, eu sai da faculdade e quando cheguei em casa, entrei no msn antes do almoço (miojo). Eu vi um contato que eu nunca vi antes, “Kutt”, ele veio conversar. Ficamos amigos, e um dia nos conhecemos, e todos os dias quando eu saia da faculdade ele estava lá me esperando e sempre me levava para almoçar no Pio Brasiliano, um restaurante maravilhoso perto da faculdade. Ele sempre pagava a conta, e a gente começou a ficar, e eu fiquei três meses com ele só pela comida. Isso foi meu instinto de sobrevivência, certo? Mas infelizmente algumas pessoas chamam de prostituição.
Já que o Kutt reapareceu na minha memória, vou falar mais, de mais uma depressão, divirtam-se!
Como você já sabe como eu conheci e porque fiquei com ele esse tempo, vou detalhar alguns momentos.
Ele era mais velho que eu e não era muito bonito. Não o achava simpático também (vou para o inferno). Mas confesso que senti falta de ter alguem do meu lado a noite preocupado se minhas costas estavam encostadas na parede fria do lado da cama.
Aqui você provavelmente descobrirá que eu sou um menino mau.
Kutt era extremamente ciumento, tinha ciúmes do meu melhor amigo, que era hétero (e ainda é). Me lembro que fomos à uma exposição de arte e Kutt foi conosco. Ele mudou o humor negativamente por eu trocar comentários sobre os trabalhos com Phillips e não com ele (que nem estuda comigo, certo?). Aquela noite nós brigamos, e apesar dele ser mais velho que eu, agiu como uma criança de 5 anos e não me deixou dormir por não parar de chorar depois de eu ter feito um drama maior do que o dele. Aviso que ninguém ganha de mim em dramas.
Eu não tinha mais a paciência de 2 meses atrás e esperava a primeira chance para terminar.
Confesso que, eu era cruel com o pobre Kutt. Eu estava conhecendo outro garoto. Me lembro de um dia eu estar conversando com ele por internet, e ele perguntou quando iriamos nos conhecer. Kutt viu apenas essa frase da conversa e quase se matou (e me matou junto), eu (como sempre) fiz um drama, e sai ganhando, claro. Mas acabei conhecendo o garoto.
Vivi coisas inesquecíveis com Kutt, ele me levou para acampar, e vimos paisagens que eu nunca imaginei que existissem nessa Bosta Azul. Passamos um fim de semana num sítio dele nas montanhas, e jantamos nos restaurantes mais lindos da cidade.
Um fim de semana que eu fiquei completamente sozinho em casa, me desesperei. E acabei indo para Green Gay (a província onde eu habitava antes) incomodar Marie com meus sofrimentos dignos do Jovem Werther do Goethe (não sabe quem é Werther? Pesquise, estou com preguiça de fazer isso por você agora). E quando voltei, era véspera do dia dos namorados e eu não havia comprado um presente ainda para ele, e tinha certeza de que ganharia alguma coisa muito cara que me deixaria com vergonha e um pouco de raiva dele. Então nesse dia, nós terminamos. Eu soube que ele havia comprado um presente para mim, mas nunca saberei o que era. Não me jugue por ter terminado dessa forma. Eu ainda sinto pena dos meus amigos me falarem dos sofrimentos dele. Mas não dava mais para continuar com aquela situação.
De fato, eu havia terminado com Kutt por causa do outro garoto, eu estava apaixonado por ele.
Odeio profundamente Isac Newton. Por que razão ele teve que dizer que, para cada ação há uma reação igual e contrária? Lucke fez comigo exatamente o que eu fiz com Kutt. Nem preciso falar de como eu me senti, não é? E você agora deve estar rindo de mim e me achando um completo imbecil. E eu concordo quando as pessoas dizem que nós só gostamos das pessoas que nos maltratam.
Já se aproxima do meio dia, e eu não sai do quarto desde a hora que eu acordei. Vou respirar um pouco.
Abraços, Chad.
P.S.: Não quero escrever nada aqui para me defender.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Ainda Segunda-feira, dia 27 de Julho de 2009, porém 22 horas e 31 minutos depois.
Mahalo, Chad.
Hoje a noite, aconteceu uma coisa aqui em casa que eu queria contar, antes de continuar com a história anterior.
Como eu disse, falamos com meu pai por internet, e há alguns minutos atrás, minha irmã estava navegando e o telefone tocou, era meu pai. Marie atendeu e desligou estérica. Era Joshua, dizendo que estava vendo minha irmã e ela ainda não havia falado com ele. O que ele quer? Exclusividade por uma vida que ele deixou pra trás? Não estou simplesmente fazendo drama. O fato é que, Marie parece defendê-lo, dizendo que não vai mais esconder nossas atitudes de Joshua, como se isso importasse, certo? Joshua é um dramalhão que quer chamar mais atenção do que eu. Odeio competições. (você pode rir de mim agora) Além do mais, de que atitudes ela fala? Eu ser gay? Ter reprovado na faculdade?
Vou continuar falando do meu passado enquanto meu futuro ainda não acontece, estou de férias. Não tenho vida nas férias.
Viemos para o Brasil, e enquanto eu me adaptava a língua (sempre falei português, mas geralmente só o usava com minha mãe e irmã, falava inglês na maior parte do dia, na escola) passei por alguns momentos engraçados com meus amigos que viviam imitando meu sotaque super estranho. (aprecie meu modo sutil de mudança de assunto, ou simplesmente, não, desde que continue lendo) Sobre meu tempo na escola, tudo que eu vivi não teve quase nenhuma importância para mim, vivia em crises e não queria ter muitos amigos, então apaguei quase todo esse tempo da memória e por mais que eu tente não consigo me lembrar de muitas coisas (odeio memória seletiva). Não sei se com todo mundo é assim mas, eu pensava que tinha amigos pra a vida toda. Depois que as aulas acabaram, simplesmente ninguém me procurou, e as vezes que eu procurei, foi em vão. (se eu fosse idiota, choraria aqui) Sempre confiei nas pessoas que mais me decepcionaram depois, mas tudo na vida é uma experiencia, não é?
Ok. Vamos pausar esse assunto para que eu faça uma pequena observação sobre o que se passa ao vivo aqui nesta casa (me senti Pedro Bial agora).
Claire e Marie estão numa videoconferência com Joshua. Eu queria entender. Se não podemos voltar para Newark pelas lembranças, qual a razão de Marie estar conversando com Joshua? A vida é confusa. Podíamos ser felizes e não ter que nos importar com bom senso, hospitalidades inúteis com pessoas com quem não nos importamos tanto e continuar nossas vidas sem nos preocupar com muitas pessoas que parecem se preocupar conosco mas na verdade não ligam tanto.
Me sinto um cronista, brincando assim com o tempo. Mas voltaremos ao drama da minha vida que você não está tendo mais paciência para ler, prometo que tentarei ser mais bem humorado.
Voltando à diversão (risos), não vou gastar mais que dois parágrafos falando do colégio. Nada de bom aconteceu. Sempre quis ter uma vida de filme. Namorar uma garota legal da classe, ter melhores amigos, ter com quem me preocupar e em quem pensar. Nunca fui bom em nada, nunca ganhei prêmios e as pessoas só queriam estar no meu grupo na aula de inglês (por que será?). Geralmente eu estava tão preocupado comigo mesmo e com minha dor (ridícula, que doía apenas porque eu à alimentava com ócio e tédio) que não tinha tempo para outras coisas, por isso não era bom. Fui um colecionador. Já tive coleções dos objetos mais estranhos que ficarão na imaginação de vocês, e também falo de coisas que não tem nada a ver com o assunto em horas erradas.
Terminei o colegial (palavra geriátrica) em 2007 (fui a única pessoa que usou um terno na formatura, adoro a minha vida ¬) e entrei na faculdade no ano seguinte. Fevereiro de 2008 e eu comecei muito empolgado (mentira) o curso de Letras: Português/Inglês, e não durei mais que um ano lá. Só fiz duas amigas e na sala os homens heterossexuais me excluíam do grupo por eu parecer gay (eu pareço gay? Vou me matar.), muito lindo isso. Acredita que na foto do orkut de um deles (do rechonchudo que falarei a seguir) tinha uma foto dos homens (eu não estava, é claro) e como legenda: “os homens da sala”, e o pior, eu não podia me impor, perguntar qual o problema sem ter que gritar que eu era gay. Tinha um senhor rechonchudo na sala metido a palhaço, era fã do Falcão (e eu teria uma ligação com o homem mais brega do Brasil, e nem sabia) que passava as noites (sim, eu estudava a noite, derrota) fazendo piadas sobre todos pelas costas, principalmente sobre mim (o mais bobo, é claro) e um outro rapaz, engraçadinho que parecia o Mestre, anão da Branca de Neve e inclusive, já o interpretou na nossa peça de teatro da disciplina Literatura Infantil, eu, é claro, fui o Príncipe, mas só porque ninguém quis decorar as falas e muito menos beijar a princesa, uma vez que eu era o gay mais hétero do lugar. E será que tinha mesmo que ter beijado ela duas vezes? Na verdade eu empolguei, ela era loira e gostosa, ok?
Me desculpem, eu tive um devaneio.
Voltando ao que interessa, eu fiz dois períodos de Letras (talvez seja por isso que eu me acho o escritor hein?), mas tive que deixar o curso quando eu descobri, ou melhor, constatei que, esse não era o futuro que eu queria para mim, eu sempre sonhei em trabalhar em algo onde eu pudesse expressar o que eu sinto através da arte (mentira, só mudei para o curso que eu estou hoje porque é chique) (tudo bem, a última informação é enganosa, eu disse isso porque todo mundo disse para mim que eu mudei por causa disso e que eu vou morrer de fome porque não ganharei dinheiro).
Falcão é arquiteto.
Um dia (literalmente, um dia antes do vestibular) decidi sair da pequena cidade (povoado medieval, província, vila, vilarejo ou chame como quiser) e ir para a capital do estado, cidade grande (festas, bacanais, faras, bebidas, sexo e rock n' roll, ou pense o que quiser) fazer arquitetura. Embora esteja adorando o que faço, reprovei.
Minha vida no primeiro semestre foi um período de adaptação, onde eu fiquei sem teto, passei por adversidades, fiquei a pé, passei fome, e me prostituí, sim (entenda como achar melhor). Agora que eu já conheço o local, estou voltando minha vida aos eixos (queria tanto que uma amiga lesse isso!). Promessas de ano novo: (?) não vou fazer isso, eu nunca vou cumprir mesmo.
Chega, esbaldem-se com o que eu escrevi, ou, se matem por terem desperdiçado o tempo lendo essas coisas inúteis. Hoje, definitivamente eu não estou bem!
Mahalo, Chad.
Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Boa noite, Chad.
Escrever, parece ser uma coisa tão fácil, tão simples e apática, mas no instante em que temos que organizar as palavras sobre o papel, isso se torna demasiado difícil, principalmente quando não se sabe sobre o que escrever.
Durante algum tempo da minha vida, eu me dediquei a escrever diários, mas a certo ponto, eu me pegava à lê-los e envergonhava-me de como eu conseguia ser tão estupido, não entendendo que as pessoas (principalmente eu) mudam muito, hoje eu (acho que) sei que isso é normal, pelo menos comigo, estou sujeito a mudanças de acordo com o ambiente em que me encontro. Estou em um lugar onde eu me sinto bem agora, protegido debaixo do meu cobertor, perto das asas da minha mãe onde me sinto uma completa criança.
Meu nome é Chad, sou filho de pai russo e mãe brasileira. Não vejo o meu pai há 5 anos e o único contato que tenho com ele é através da internet e telefonemas. Poderia dizer que o sr. Joshua não me faz falta, mas estaria mentindo, passei minha adolescência sem a presença do meu pai, e com o tempo fui me acostumando a não pensar muito nele, e dessa forma eu não sofro tanto quanto minha irmã Claire. Meus pais se separaram há 5 anos, desde então ele voltou para a Rússia e minha irmã e eu viemos para o Brasil com minha mãe, Marie. Meu pai diz que sente nossa falta, mas nunca veio nos visitar, diz que o trabalho não deixa que ele se afaste da Rússia. Mas não vou gastar muitas palavras falando desse assunto que m deprime e pode deprimir você também.
Nasci e cresci em Newark, uma pequena cidade em Nova Jersey – US. Vivi minha infância feliz com minha família. Meu pai sempre trabalhou com engenharia civil e engenharia de trafego. Minha mãe é assistente social, psicóloga e escritora, sempre foi uma mulher firme, independente, e a pessoa mais forte que eu já conheci. As lembranças que eu tenho da infância são boas, não posso esquecer dos fins de semana passados no nosso pequeno rancho no Brasil, dos passeios de cavalo, embora eu tenha ficado estéril por causa de um acidente aos 7 anos durante a aula de hipismo. Me lembro de assar mashmalow na lareira com minha irmã e primos enquanto a família ria das piadas do meu pai. Do lago congelado no inverno, dos bonecos de neve e do beijo de boa noite de Marie seguidos de biscoitos com uma xícara de leite morno.
Meus pais se conheceram quando minha mãe fazia uma viajem para Nova Iorque e foi surpreendida por um recapeamento da estrada que ligava Nova Jersey a Nova Iorque, o transito naquela área parecia não andar, e no pior momento o carro de Marie não conseguia dar partida, ela tentou por alguns instantes sem sucesso, e todos os motoristas histéricos que vinham atrás buzinavam, foi quando Joshua apareceu para ajuda-la, ele era o engenheiro que projetou o novo curso para a estrada, não vou detalhar essa história, pois ela não é o assunto principal e eu a conheço o suficiente para conta-la. Contudo, se casaram 6 anos depois, quando minha Marie tinha 27 anos e, Joshua 26. um ano depois eu nasci e 3 anos após, veio Claire.
Marie sempre foi mais atenciosa comigo do que Joshua, ele não demonstrava sentimentos paternos por mim, como ele fazia com Claire, e eu sempre vi nitidamente esse comportamento, acho que por isso não sofro tanto com a falta dele. Não me lembro de meu pai já ter ido assistir pelo meno um dos meus jogos de futebol na escola. Marie é que sempre esteve ao meu lado nos momentos paternos.
No meio da minha adolescência, mais exatamente quando eu saia da Midle School e entrava na High School, meus pais começaram a se desentender e até hoje eu não sei exatamente o motivo, mas parece que meu pai não aceitava a minha mãe ter um emprego e ganhar mais do que ele, sempre achei isso ridículo, Joshua descende de uma família conservadora com pensamentos medievais e não conseguia aceitar o fato de ser casado com uma mulher independente. Foi nesse ponto, quando o problema cresceu, que meus pais se divorciaram e meu pai voltou para a Rússia, porque os Estados Unidos enfrentava uma crise interna no mercado imobiliário que acabou abalando a economia mundial e Joshua trabalhava na área de imóveis com construção civil. O dia 07 de Julho de 2004 foi a última vez que eu vi o sr. Joshua.
Depois desse episódio, Marie decidiu voltar para o Brasil, estudar para o seu novo livro e morar perto da família. Então passei o resto da minha adolescência numa pequena cidade do interior de Minas Gerais com Marie e Claire, nossa casa era pequena mas muito confortável, eu podia montar novamente e a melhor parte foi a solidão, que sempre me fez falta desde quando viemos para o Brasil. Eu nunca entendi o porquê Marie nunca quis voltar pra Nova Jersey, eu sinto falta de lá quase todos os dias da minha vida. Mas deve ser por lembranças, ela é o tipo de pessoa que não vive de memórias, ao contrário de mim.
Sinto que já falei demais hoje, amanhã eu termino o que comecei hoje.
Boa noite, Chad.
Primeira postagem !
Olá, decidi publicar aqui um diário pessoal, vocês me conhecerão como Chad.
Não sei quem lerá isso aqui, e não acho que muias pessoas terão paciencia para ler tudo que postarei aqui, no entanto, agradeço a quem se interessar e dou as boas vindas para a vida normal de um garoto que vê a vida de um olhar confuso.
Abraços, Chad
Não sei quem lerá isso aqui, e não acho que muias pessoas terão paciencia para ler tudo que postarei aqui, no entanto, agradeço a quem se interessar e dou as boas vindas para a vida normal de um garoto que vê a vida de um olhar confuso.
Abraços, Chad
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